15 minutos
Capa do resumo de A Pirâmide Invertida

História · 15 min

A Pirâmide Invertida

Jonathan Wilson · 2008

Para quem é

Para quem gosta de futebol e quer entender como o jeito de armar os times foi mudando ao longo de mais de um século. Também serve a quem acompanha o esporte e quer ver o jogo com outros olhos.

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3 ideias pra levar

1

Na leitura do livro, a mudança da regra do impedimento em 1925 forçou os treinadores a recuar um jogador e inventar o WM.

2

Para Wilson, o 4-2-3-1 do início do século vinte e um é o ponto em que a pirâmide original quase termina de se inverter.

3

Para o autor, no Ajax de Michels o espaço era uma questão coletiva: todos juntos ocupavam ou negavam as áreas do campo.

“
A velha pergunta de quanto um time depende do craque e quanto do sistema volta a cada geração de treinadores.
Uma ideia de A Pirâmide Invertida, nas palavras do 15 minutos

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O futebol também tem história de ideias

Quem joga pelada no fim de semana já ouviu o debate: dois zagueiros ou três, um volante ou dois, ponta aberto ou por dentro. Parece conversa de bar, mas é a ponta de uma história de mais de cento e cinquenta anos. A Pirâmide Invertida conta como o jeito de armar um time mudou desde as origens do esporte até o início do século vinte e um.

O título vem de uma imagem. No começo, as equipes jogavam com muitos atacantes e poucos defensores, formando uma pirâmide com a base larga na frente. Com o tempo, a ênfase foi se deslocando para trás e para o meio, até a pirâmide ficar de cabeça para baixo: poucos atacantes, mais defensores e um meio-campo cheio de gente.

O livro não é um catálogo de esquemas. É uma história de gente, de países e de ideias que se chocaram, e a tese de Jonathan Wilson é a de que a tática nasce da interação entre pensadores, regras e contextos culturais, não de gênios isolados.

A pirâmide original

Nas primeiras décadas, o futebol inglês era um jogo de driblar e correr com a bola até perdê-la. A formação típica era a 2-3-5: dois defensores, três meio-campistas e cinco atacantes. O ideal era a bravura individual, e a ideia de passar a bola era vista com desconfiança.

Foram os escoceses que mudaram o roteiro. Times como o Queen's Park mostraram que passar, combinar e usar o companheiro era mais eficiente do que o drible solitário. Os ingleses a princípio estranharam, mas o jogo coletivo foi se impondo no final do século dezenove.

Essa tensão entre individualismo e coletivo atravessa o livro inteiro. Cada geração de treinadores resolve de um jeito a pergunta de quanto o time deve depender do talento de um craque e quanto de um sistema que o proteja e potencialize.

A regra que mudou tudo

Em 1925, a regra do impedimento mudou. Até ali, o atacante precisava ter três adversários entre ele e o gol para estar em condição legal. A nova regra passou a exigir dois, e os atacantes logo começaram a aparecer em posição de finalizar com muito mais frequência.

O número de gols disparou, e os treinadores precisaram reagir. Herbert Chapman, no Arsenal, recuou o centroavante para virar um zagueiro central e puxou dois meias para trás do ataque. Nascia o WM, nome que lembra o desenho das letras sobre o campo, com três defensores e dois meias de ligação.

A lição histórica é repetida muitas vezes no livro: uma mudança de regra mexe no equilíbrio entre ataque e defesa, e quem se adapta primeiro colhe os frutos. O Arsenal dos anos 1930 virou referência exatamente por isso.

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Sobre Jonathan Wilson

Jonathan Wilson é um jornalista esportivo inglês, conhecido por escrever sobre futebol para jornais como o The Guardian. É autor de livros sobre a história do esporte, como Angels with Dirty Faces, sobre o futebol argentino, e fundou a revista The Blizzard. A Pirâmide Invertida, de 2008, é sua obra mais conhecida, lida por técnicos, jornalistas e torcedores.

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Categoria:
História