O futebol também tem história de ideias
Quem joga pelada no fim de semana já ouviu o debate: dois zagueiros ou três, um volante ou dois, ponta aberto ou por dentro. Parece conversa de bar, mas é a ponta de uma história de mais de cento e cinquenta anos. A Pirâmide Invertida conta como o jeito de armar um time mudou desde as origens do esporte até o início do século vinte e um.
O título vem de uma imagem. No começo, as equipes jogavam com muitos atacantes e poucos defensores, formando uma pirâmide com a base larga na frente. Com o tempo, a ênfase foi se deslocando para trás e para o meio, até a pirâmide ficar de cabeça para baixo: poucos atacantes, mais defensores e um meio-campo cheio de gente.
O livro não é um catálogo de esquemas. É uma história de gente, de países e de ideias que se chocaram, e a tese de Jonathan Wilson é a de que a tática nasce da interação entre pensadores, regras e contextos culturais, não de gênios isolados.
