A armadilha perigosa da experiência
Ao longo de décadas, o mercado de trabalho operou sob a premissa de que a senioridade e a experiência acumulada seriam os maiores ativos de qualquer carreira. Acreditava-se que quanto mais tempo alguém passasse em uma função, mais preparado estaria para responder aos desafios daquela atividade. No entanto, em um mundo de transformações tecnológicas velozes, essa certeza confortável começou a ruir de forma drástica.
Liz Wiseman demonstra que a experiência consolidada pode virar uma armadilha perigosa. Quando nos tornamos especialistas, tendemos a operar no piloto automático, utilizando atalhos mentais e cada heurística do passado para resolver problemas inéditos. Esse excesso de confiança fecha a mente para novidades, criando pontos cegos que impedem de enxergar mudanças sutis nas preferências dos clientes.
No cotidiano brasileiro, onde setores inteiros são transformados pela automação, o veterano que recusa questionar suas certezas logo se vê ultrapassado. Ter vinte anos de experiência pode significar vinte anos de evolução contínua ou apenas um único ano repetido vinte vezes por pura inércia. Despertar para esse risco é o primeiro passo para resgatar a vitalidade e a criatividade no trabalho.
