O mapa que vem depois do salário
Kiyosaki dá nome a um desenho simples: um quadrado dividido em quatro letras, E, A, D e I. Cada uma marca um jeito diferente de fazer dinheiro entrar na conta, não quanto dinheiro entra, mas de que fonte ele vem. Duas pessoas podem ganhar o mesmo salário no fim do mês e estar em lados completamente diferentes desse quadrante, pagando impostos diferentes e carregando riscos diferentes.
A letra E é de empregado: quem troca hora de trabalho por um contracheque, com carteira assinada ou não. A letra A é de autônomo: quem também troca hora por dinheiro, só que sem patrão, sendo dono do próprio posto de trabalho. D é de dono de negócio: quem monta um sistema que gera receita mesmo quando ele não está lá. I é de investidor: quem coloca dinheiro pra trabalhar em nome dele, sem trocar hora por nada.
O ponto central do livro é que o lado esquerdo do quadrante, E e A, depende do esforço direto de quem trabalha. O lado direito, D e I, depende de sistemas e de capital que continuam rendendo mesmo durante o sono. Não é sobre ser mais esforçado ou mais inteligente, é sobre em que tipo de motor a pessoa colocou a própria energia.
