Eficácia não é dom, é hábito
Drucker abre o livro com uma provocação: eficácia não tem nada a ver com inteligência, carisma ou diploma. Ele já viu gente brilhante entregar pouco e gente comum, sem currículo de destaque, produzir resultado sólido mês após mês. A diferença nunca foi o talento bruto, foi o conjunto de hábitos que a pessoa treinou até virar rotina.
Isso muda a conversa inteira: se eficácia fosse dom, só quem nasceu com jeito de líder poderia desenvolvê-la. Como é hábito, qualquer trabalhador registrado, autônomo ou dono de boteco pode aprender a praticar, do mesmo jeito que aprende a dirigir ou a cozinhar, com repetição e correção de rota.
O livro pede um pouco de autodisciplina logo de cara: hábito não se instala assistindo palestra motivacional, se instala testando um comportamento novo por semanas até ele parar de exigir esforço consciente. É trabalho de bancada, não epifania de domingo.
