15 minutos
Capa do resumo de Briga de Cachorro Grande.

Tecnologia e futuro · 15 min

Briga de Cachorro Grande.

Fred Vogelstein · 2013

Para quem é

Pra você que usa celular o dia inteiro e nunca parou pra pensar de onde vieram o iPhone e o Android. Serve também pra quem gosta de bastidores de empresas e de decisões que mudam mercados inteiros.

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3 ideias pra levar

1

Uma ideia pode estar certa e mesmo assim ser refeita do zero em poucos meses, quando um concorrente mostra um produto que muda a régua do mercado.

2

Quem abre mão de controlar o aparelho pode ganhar escala, desde que aceite perder o capricho no resultado final.

3

Cargo de confiança no conselho de uma empresa vira problema quando a sua outra empresa começa a competir com ela.

“
Quem faz o aparelho, o programa e a loja controla a experiência. Quem só oferece o sistema ganha em escala e perde em capricho.
Uma ideia de Briga de Cachorro Grande., nas palavras do 15 minutos

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Dois amigos que viraram inimigos

Em 2007, Steve Jobs e Eric Schmidt pareciam aliados naturais. Schmidt, presidente do Google, tinha cadeira no conselho de administração da Apple, e as duas empresas dividiam o gosto por produtos bonitos e engenheiros brilhantes.

O livro de Vogelstein conta como essa amizade se desfez em poucos anos. A causa não foi uma briga pessoal isolada, e sim um mercado novo, o do celular inteligente, que prometia substituir o computador como tela principal da vida.

Quem controlasse o sistema operacional desse aparelho controlaria aplicativos, publicidade e dados de bilhões de pessoas. Era dinheiro demais, e poder demais, para dois vizinhos do Vale do Silício continuarem educados por muito tempo.

O autor ouviu dezenas de executivos e engenheiros dos dois lados. Por isso a narrativa acompanha reuniões, decisões e mágoas por dentro, mostrando uma rivalidade nascida de interesses concretos.

O projeto secreto da Apple

Dentro da Apple, o iPhone nasceu como um projeto escondido até dos colegas. Jobs queria um aparelho sem teclado físico, controlado só pelo dedo, e montou equipes que trabalhavam em salas fechadas, com crachá e porta trancada.

A tecnologia multitoque ainda era frágil. O protótipo travava, errava o toque e esquentava, e engenheiros dormiam pouco durante meses enquanto Jobs testava cada versão, rejeitava o que não o encantava e exigia que tudo parecesse mágico.

Para vencer os obstáculos, a empresa precisou resolver problemas pequenos, como uma tela que não riscasse no bolso, e problemas enormes, como convencer uma operadora a aceitar um aparelho que ela não controlava.

O resultado, apresentado em janeiro de 2007, mostrava a internet de verdade num celular, sem caneta e sem botões. O autor deixa claro que o salto veio de obsessão e disciplina, e não de uma inspiração súbita.

O Google aposta em outra ideia

Enquanto isso, o Google comprara em 2005 uma pequena empresa chamada Android, fundada por Andy Rubin. A ideia era criar um sistema operacional para celulares que qualquer fabricante pudesse usar, sem pagar caro por ele.

O plano combinava com a estratégia do Google: se mais gente tivesse celulares conectados à internet, mais gente usaria a busca e veria anúncios. O sistema, portanto, não precisava dar lucro direto, só abrir caminho.

O primeiro protótipo que a equipe de Rubin perseguia lembrava um BlackBerry, com teclado físico e tela pequena. Era um aparelho pensado para executivos que respondiam e-mail, não para o público geral.

Rubin e sua equipe eram vistos dentro do Google como um grupo à parte, pequeno, com pouco prestígio e um prazo apertado. Ninguém imaginava que aquele time acabaria sendo uma das apostas mais valiosas da empresa.

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Sobre Fred Vogelstein

Fred Vogelstein é jornalista americano especializado em tecnologia e negócios. Foi colaborador da revista Wired e escreveu para a Fortune, cobrindo empresas do Vale do Silício. Publicou Dogfight, título original deste livro, em 2013, depois de entrevistar executivos e engenheiros da Apple e do Google.

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