A criança que mora dentro do adulto
A psicóloga alemã Stefanie Stahl parte de uma imagem simples: dentro de cada adulto vive a criança que ele foi. Não como lembrança distante, mas como parte ativa, que continua sentindo, reagindo e influenciando o jeito de se relacionar, de trabalhar e de se enxergar.
A ideia é que as experiências dos primeiros anos deixam marcas profundas, não porque lembremos de tudo, mas porque o cérebro aprende cedo o que esperar do mundo. Um bebê que recebe colo e atenção aprende que é bem-vindo. Uma criança que se sente ignorada ou criticada aprende conclusões bem diferentes.
O livro propõe que, para viver melhor como adultos, precisamos reconhecer essa criança e dar a ela um lugar. Daí o título original, que fala em encontrar um lar para a criança interior. A tarefa é aprender a cuidar de dentro de nós aquilo que não foi bem cuidado lá atrás.
