Dois oceanos e uma escolha
Pense em duas padarias na mesma rua. As duas assam o mesmo pão, vendem o mesmo café, baixam o preço uma depois da outra e brigam pelos mesmos clientes do bairro. Agora pense numa terceira pessoa que abre um espaço onde ninguém tinha pensado em competir, e de repente quase não há comparação possível. Essa diferença é a espinha de A transição para o oceano azul.
Os autores, W. Chan Kim e Renée Mauborgne, chamam de oceano vermelho o mercado onde todos disputam a mesma fatia de gente, com regras conhecidas e sangue na água, no sentido figurado de margem apertada. Oceano azul é o espaço ainda sem disputa, criado quando uma empresa muda o jogo em vez de tentar vencê-lo.
A tese central é simples de dizer e difícil de fazer: crescer de verdade costuma vir mais de criar demanda nova do que de tomar clientes do concorrente. O livro existe para mostrar como se faz essa mudança na prática, passo a passo.
