Um médico de Viena tenta explicar por que viver em grupo cansa tanto
Em 1929, já perto dos setenta e três anos, doente e famoso, Sigmund Freud escreveu um livro curto: em vez de tratar um paciente por vez, ele tentou entender por que a civilização inteira ainda deixa as pessoas com um incômodo de fundo, mesmo quando a vida está em ordem no papel.
A pergunta nasceu de uma troca de cartas com um amigo, o escritor francês Romain Rolland, mas cresceu até virar uma investigação sobre o preço que se paga pra viver junto com os outros: emprego, família, regra de condomínio, tudo isso sustenta a convivência e cobra uma taxa emocional que quase ninguém para pra somar.
O livro não promete solução nem receita de felicidade. Ele descreve um conflito que, pro autor, não desaparece de vez: o que a pessoa quer pra si e o que o grupo exige dela puxam em direções opostas.
