Por que tanta ideia errada sobrevive
Sowell parte de uma observação incômoda: muita crença econômica popular sobrevive não porque tem prova a favor, mas porque soa bem e agrada quem a repete. Ele chama essas crenças de falácias e passa o livro confrontando-as com dados, em vez de com discurso.
A primeira ideia importante é que falácia não precisa ser burrice. Em geral ela nasce de olhar só o efeito imediato e visível de uma medida, e ignorar o que acontece depois, com outras pessoas, em outros lugares. Quem vê a intenção boa de uma lei acha que o resultado também será bom.
O livro propõe um hábito simples: antes de aceitar uma explicação, perguntar quais são os fatos, comparados com o quê, e quem paga a conta no fim. Parece pouco, mas muda a maneira de ler notícia, discurso de político e conversa de boteco.
