Uma forma de falar que a gente aprende sem perceber
Desde pequeno a gente aprende a se comunicar usando comparação, rótulo e julgamento sem perceber que está fazendo isso: menino não chora, você é preguiçoso, ela é folgada. Rosenberg chama esse jeito de falar de linguagem chacal, porque ela ataca, culpa e cobra, mesmo quando a intenção de quem fala é boa.
O oposto disso ele chama de linguagem girafa, batizada assim porque a girafa tem o maior coração entre os mamíferos terrestres: ela representa um jeito de falar que enxerga primeiro o sentimento e a necessidade por trás da fala, antes de sair julgando quem está na sua frente.
A boa notícia é que ninguém nasce fluente em girafa. É um jeito de falar que se aprende trocando o hábito automático de acusar por uma pausa de alguns segundos antes de abrir a boca, prestando atenção no que realmente está acontecendo.
