Três jeitos de reagir ao caos
Pensa em três coisas dentro da mesma mochila que cai no chão do ônibus. A taça de vidro quebra. A caneca de alumínio amassa de leve e continua servindo café igual. Não existe objeto comum que saia do tombo melhor do que entrou, e é exatamente essa terceira possibilidade que o livro foi caçar a vida inteira.
O primeiro grupo é o frágil: quebra quando o mundo sacode. O segundo é o resistente, que muita gente chama de resiliente: aguenta o tranco e volta a ser o que era antes. O terceiro não tinha nome popular em português, então o livro inventou um, antifrágil, pra descrever aquilo que sai mais forte do solavanco.
A diferença não é detalhe de vocabulário, é o miolo da coisa toda. Ser resiliente é empate: você apanha e continua igual. Ser antifrágil é lucro: você apanha e fica melhor. Quase tudo que é vivo funciona assim, e quase tudo que é feito de plano rígido funciona ao contrário.
