O dia em que o corpo mandou parar
Em abril de 2007, Arianna Huffington desmaiou no chão do escritório de casa. Ela dormia pouquíssimo, viajava sem parar e tocava o site que tinha fundado dois anos antes, o Huffington Post. Na queda, bateu o rosto na quina da mesa, quebrou o osso da bochecha e abriu um corte no olho que precisou de pontos.
A história abre o livro porque ela serve de retrato de uma época. Naquele momento, a empresa crescia, a imprensa a elogiava e, pelos critérios comuns, ela estava no auge. Mesmo assim, o corpo avisou que o preço estava alto demais. O diagnóstico médico foi de exaustão, e o susto virou o ponto de partida para repensar o que significa ter uma vida bem-sucedida.
Quem trabalha em turnos, pega ônibus lotado duas horas por dia ou acumula dois empregos conhece uma versão menos glamourosa dessa mesma queda. Pode ser a dor nas costas que vira afastamento, a enxaqueca que aparece toda segunda-feira, a irritação com os filhos no fim do dia. O livro parte dessa intuição simples: ninguém mede o próprio sucesso olhando pro hospital, mas muita gente acaba lá.
