15 minutos
Capa do resumo de Batendo o mercado

Finanças · 15 min

Batendo o mercado

Peter Lynch · 1993

Para quem é

Para quem tem interesse em ações e quer entender como um gestor famoso pensava e errava. Serve de contraponto prático ao livro anterior do autor e exige leitura crítica, pois não promete retorno.

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3 ideias pra levar

1

Quando uma ação vira assunto de todo mundo na mesa do churrasco, parte da valorização pode já ter ocorrido.

2

Segundo o livro, o preço da ação tende a acompanhar o lucro da empresa no longo prazo, o que exige paciência.

3

Regras escritas antes da turbulência ajudam a não decidir no susto quando o mercado cai.

“
Gostar do produto de uma empresa é um bom começo para pesquisar, mas não é motivo para comprar a ação.
Uma ideia de Batendo o mercado, nas palavras do 15 minutos

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O gestor que apareceu na vitrine

Batendo o mercado, de Peter Lynch, escrito com o jornalista John Rothchild e lançado em 1993, vem na sequência do livro anterior do autor e tenta ir mais fundo: em vez de só explicar a filosofia, ele mostra como a pôs em prática. Lynch comandou o fundo Magellan, da gestora Fidelity, entre 1977 e 1990, e tornou-se um dos nomes mais conhecidos de Wall Street.

O fundo cresceu de forma impressionante nesse período e superou o índice de referência na grande maioria dos anos. O livro é, em parte, uma prestação de contas: conta como ele escolhia ações, errava, acertava e lidava com a pressão de gerir uma quantia gigantesca. Em vez de oferecer fórmulas mágicas, o autor mostra rotina de trabalho.

A promessa é que o investidor comum, olhando o próprio dia a dia, pode ter vantagens em relação aos profissionais, desde que faça o dever de casa. É uma tese simpática, e o livro a sustenta com muitas histórias de empresas.

A vantagem do amador

A ideia que atravessa tudo é que o investidor comum tem algo que os analistas de Wall Street nem sempre têm: proximidade com produtos e serviços do cotidiano. Quem trabalha em um hospital conhece fornecedores médicos. Quem é dono de loja percebe qual marca está vendendo mais. Essas observações podem aparecer antes nos relatórios.

Lynch chama atenção para a ideia de comprar o que se conhece, mas faz questão de dizer que isso é só o ponto de partida. Gostar de um produto não basta para comprar a ação: é preciso entender se a empresa dá lucro, se tem dívida alta e se o preço pedido faz sentido. Uma ótima empresa pode ser um péssimo investimento se foi comprada cara.

No Brasil, é como perceber que as pessoas de seu bairro estão migrando para um supermercado novo e investigar a empresa por trás. A observação é a pista, a análise é o trabalho.

Dever de casa antes de comprar

O autor insiste que investir em ações sem estudar é como jogar. Antes de comprar, ele recomenda ser capaz de explicar em poucas frases por que a empresa deve ganhar dinheiro, que tipo de crescimento esperar e o que poderia dar errado. Se a história não cabe em um par de minutos, a compreensão ainda está fraca.

Ele descreve visitas a fábricas, conversas com gerentes, leitura de relatórios e até testes de produtos como parte do trabalho. Para quem não tem esse acesso, a recomendação é ler os relatórios públicos da empresa, acompanhar notícias e comparar com concorrentes. Nada disso garante acerto, mas diminui a chance de pagar caro por uma ilusão.

A mensagem moral é que o mercado de ações não é um cassino para quem trata o assunto com seriedade, mas pode se comportar como um se o investidor não souber o que comprou.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Peter Lynch

Peter Lynch é um investidor americano que administrou o fundo Magellan, da Fidelity, de 1977 a 1990, período em que o fundo cresceu muito e o tornou famoso. Deixou o cargo em 1990 e continuou ligado à Fidelity e a projetos de filantropia. Escreveu livros em parceria com o jornalista John Rothchild, entre eles Um Passo à Frente de Wall Street e Batendo o Mercado.

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Categoria:
Finanças